Um Napoli de Ancelotti, sem deixar Sarri de lado

Contra a Roma, o Napoli esperava vencer jogando em casa, onde não havia perdido nenhum ponto na liga, até o momento. A Roma não parecia tão forte quanto o Napoli, como indica seu sétimo lugar na tabela, mas parece estar se recuperando de um início instável na temporada. O time do técnico Eusébio do francesco não pode executar seu plano de jogo direto e de alta pressão, assim como na temporada passada, jogando num bloco defensivo mais baixo. Já Ancelotti continuou com a plataforma 4-4-2, com Allan e Marek Hamšík como pivotes enquanto à esquerda, Fabián Ruiz atuou como um homem que se movimentava entre a lateral e o centro, e à direita, José Callejón jogou pisando na linha lateral. Na frente, a rotação entre Dries Mertens e Arkadiusz Milik continuou. Mertens começou o jogo contra o Paris-Saint Germain, e Milik começou jogando neste jogo. A Roma de Di Francesco continuou o uso de sua plataforma 4-2-3-1, com Steven Nzonzi e Daniele De Rossi atrás de Lorenzo Pellegrini, que por vezes, em fase defensiva, recuava, deixando na frente o trio ofensivo, que tinha Stephan El Shaarawy à esquerda, Cengiz Ünder à direita, e Edin Dzeko como o centroavante.
O Napoli, de Ancelotti, pode não pressionar com a mesma intensidade que o Sarri, mas ainda sabe pressionar quando necessário. A equipe é mais agressiva nas fases iniciais dos jogos. Insigne e Milik pressionavam o centro do adversário, enquanto Fabián e Callejón pressionavam os lados. No entanto, a parte mais interessante foi o comportamento do duplo povo te para pressionar. Hamšík não subia para pressionar alto, enquanto Allan avançava agressivamente, normalmente para pressionar Nzonzi. Isso significava que os Romanos podiam frequentemente alcançar superioridade numérica em seu acúmulo, com um De Rossi frequentemente desmarcado. Na defesa, os zagueiros seguiriam os laterais da Roma se tentassem afundar, e ajudavam seus companheiros de equipe. No entanto, os zagueiros Kalidou Koulibaly e Raúl Albiol não acompanhariam Dzeko e Pellegrino se eles avançaseem profundamente.
Talvez o Napoli estivesse apenas interessado em abafar o acúmulo de Roma na parte de trás e garantir que a bola nunca chegasse aos pés dos atacantes romanos em uma situação vantajosa. Por vezes, no entanto, o Napoli tentava forçar o jogo da Roma para as alas e executar uma armadilha de pressão, com o zagueiro, o meia-campista central e os volantes isolando um jogador da Roma, contra a linha lateral. Isso aconteceu várias vezes com Hysaj, Allan e Callejón à direita. O time de Ancelotti queria proteger sua equipe do potencial de contra-ataque da Roma. Portanto, Koulibaly, Albiol e Hamšík sempre ficariam para trás para proteger seus companheiros de equipe de qualquer transição perigosa de ataque. Ofensivamente, o duplo pivote do Napoli poderia facilmente passar a bola para Fabián e Insigne, que constantemente se escondiam atrás da linha média do meio-campo da Roma. Depois de bater a linha inicial de defesa, o Napoli costumava passar a bola, com Mário Rui, Callejón e Fabián prontos para entregar cruzamentos precisos na área. Esta estratégia explorou a defesa bastante instável de Roma de sua área, com Kostas Manolas muitas vezes sendo forçado a heroicamente afastar bolas. Com melhor aproveitamento na finalização, o Napoli poderia ter terminado este primeiro tempo com pelo menos um, ou dois gols. Em contraste, a Roma aproveitou as chances que teve. No 14º minuto de jogo, Dzeko saiu da área de forma inteligente, fez uma tabela com Ünder, e moveu o agressivo Koulibaly para fora de posição. Esta ação desordenou a defesa do Napoli, que não contava com o toque de Ünder, e El Shaarawy acabou por abrir o placar. A Roma não dominou o rival, nem controlou a partida, mas fez um gol.
Nos últimos quinze minutos do primeiro tempo, a Roma finalmente começou a sair jogando melhor, já que a pressão do Napoli, estava perdendo intensidade. De Rossi e Nzonzi começaram a quebrar a primeira linha de pressão do Napoli, muitas vezes ajudados pelos desmarques de Pellegrini, El Shaarawy e Dzeko. Os três atacantes estavam frequentemente no lugar certo, e no momento certo para fornecer uma linha de passe para os defensores. Isso permitiu que a Roma finalmente estabelecesse algumas posses mais longas, e reduzisse a intensidade dos ataques do Napoli. No entanto, como tem sido frequente com essa Roma de Di Francesco, o seu jogo de posse ainda é muito vertical. A Roma raramente recicla a posse de bola, e muitas vezes acaba perdendo ela desnecessariamente, com uma precipitação forte nas tomadas de decisão.
O segundo tempo viu a Roma sem De Rossi, se fechando de vez num 4-5-1, com um Napoli extremamente possessivo, com Dries Mertens no lugar de Milik. Comandado por Allan, o time napolitano melhorou o pressing, e foi premiado com o gol de empate, já no finalzinho da partida, em que pelo que produziu, poderia ter vencido.
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